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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Plano de Aula - Lição 4

PLANO DE AULA - LIÇÃO 4

Alegria, Fruto do Espírito; Inveja, hábito da Velha Natureza

OBJETIVOS 
I. Mostrar que Deus é a fonte da nossa alegria;
II. Entender que a inveja traz muitos males para o invejoso;
III. Saber que o crente tem a alegria do Espírito apesar das circunstâncias.


INTRODUÇÃO

- Na lição de hoje, estudaremos a alegria, como fruto do Espírito, e a inveja, como obra da carne. 

- Veremos que a alegria que resulta do fruto do Espírito, não depende das circunstâncias, mesmo nas adversidades a sentimos em nosso coração. 

- Estudaremos também a respeito da inveja, um sentimento inerente a natureza adâmica e que além de prejudicar o próximo, não agrada a Deus.


I. FÉ PARA SUBIR O MONTE DO SACRIFÍCIO

1. A alegria do Senhor. 
Alguns aspectos dessa Alegria
- Sendo fruto do Espírito, ela não está relacionada às circunstâncias e não depende dos bens materiais, ou seja, ela é existencial e não circunstancial, pois está dentro do crente fiel ao Senhor. 

- Ela é permanente e ninguém a pode roubar inabalável (Jo 16.20-24; Mt 5.10). 

- Ela completa (Jo 17.13). 

- Quem tem a alegria do Espírito não tem espaço para o desânimo, a melancolia e a inveja. Isso não quer dizer que somos imunes às tristezas, angustia, ou desânimo às vezes, temos alguns exemplos bíblicos de angustias em homens de Deus (1 Rs 19.4; Rm 2.9). 

 Deus deseja que todos os seus servos sejam cheios de alegria.
- “pois a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8.10). 
- “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém..” (Zc 9.9); 
- “Regozijai-vos sempre no Senhor..” (Fp 4.4) e; 
- “Servi ao Senhor com alegria..” (Sl 100.2). 

Aplicação
- A maior alegria do crente está no fato de que seu nome já foi escrito no Livro da Vida (Lc 10.20) e que Jesus em breve voltará.


2. A fonte da nossa alegria. 
- Deus é a fonte da nossa alegria e de todas as dádivas que recebemos (Tg 1.17). 

- Tudo que recebemos de bom, partiu de sua vontade, Ele quis nos abençoar com todas as bênçãos em Cristo Jesus (Jo 3.16; At 13.52; Tg 1.18; Hb 10.9,10). 


Contexto da igreja primitiva
- Os irmãos do primeiro século, mesmo sofrendo, alegravam-se em Deus, e essa alegria deu-lhes forças (Ne 8.10) para enfrentar toda a sorte de perseguição (Mt 5.10; 1 Pe 4.13; At 5.41). 

- Paulo e Silas, depois de serem açoitados e presos, cantavam hinos de louvor a Deus, mostrando que não estavam tristes ou amargurados pelo sofrimento (At 16.24,25).

3. A bênção da alegria. 
- Diante dos embates e conflitos da vida, o crente em Jesus Cristo não perde a paz nem a alegria, pois o seu regozijo vem da comunhão com o Pai. 

- Essa comunhão é estabelecida mediante a oração, a leitura da Palavra e o jejum. 

- O crente vive por fé e não por circunstâncias. 2 Co 5.7

Exemplo do Profeta Habacuque
“Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas. Todavia, eu me alegrarei no Senhor: exultarei no Deus da minha salvação”. Hb 3.17,18 

Exemplo dos Apóstolos
- .... “regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus”. At 5.41

Aplicação
- Pertencer ao Senhor e receber da sua alegria é um grande privilégio que nos leva a exaltar e adorar ao Senhor em todo o tempo.

II. INVEJA, O DESGOSTO PELA FELICIDADE ALHEIA

- O invejoso se amargura e adoece emocionalmente pelo fato de ele não ter o que a outra pessoa tem. 

- A inveja faz com que as pessoas se utilizem de atitudes mesquinhas e malévolas para prejudicar o outro. 

- Provérbios 14.30 diz que “a inveja é a podridão dos ossos”. 

Onde se originou a inveja?
- Tem a sua origem em Satanás, pois ele tentou ser semelhante a Deus (Is 14.12-20).

1. Definição. 
- Dicionário Bíblico Wycliffe. Inveja, É uma dor intensa (interior), diante do sucesso do próximo. 

- Dicionário Vine. Inveja, gr. phthonos. É um sentimento de desgosto produzido por testemunhar ou ouvir falar da vantagem ou prosperidade de outrem (Mt 27.18; Mc 15.10; Rm 1.29; Gl 5.21; Fp 1.15; 1 Tm 6.4; Tt 3.3; 1 Pe 2.1). 

2. Inveja, fruto da velha natureza. 
- Aprendemos em Gálatas 5.21 que a inveja é obra da carne. 

- Uma pessoa dominada pela carne não mede esforços para degradar as qualidades boas existentes em outras pessoas. 

Contexto evangélico atual
- Infelizmente, muitos crentes ainda se deixam dominar por esse sentimento e acabam prejudicando a Igreja do Senhor e impedindo até que algumas pessoas se convertam. 


3. Os efeitos da inveja. 
- Além dos males emocionais e de relacionamento interpessoal; 

- Esse sentimento leva as pessoas a cometerem toda a sorte de maldade. 

Exemplos VT
- Os irmãos de José (Gn 37.28); 
- Conflitos existentes entre Raquel e Lia (Gn 30.1); 
- A inveja de Saul em relação a Davi (1Sm 18.7,8, 10,11); 
- Ela separa os irmãos, destrói as famílias e igrejas.

Exemplos NT
- Jesus foi preso e levado a Pilatos por inveja dos sacerdotes (Mt 27.18); 
- Paulo alertou a Timóteo e a Tito a respeito desse sentimento nefasto (1Tm 6.4; Tt 3.3); 

Aplicação
- A inveja é obra da carne e somente encontra guarida nos corações daqueles que ainda são dominados pela velha natureza e não pelo Espírito Santo.

III. A ALEGRIA DO ESPÍRITO É PARA SER VIVIDA 
1. A alegria no viver. 
- Não tenha medo de sorrir e de desfrutar da felicidade que Cristo nos oferece. 

- O Senhor Jesus veio ao mundo para nos dar vida abundante, mesmo enfrentando tribulações (Jo 10.10). 

- O Senhor Jesus disse que, no mundo, teríamos aflições, mas Ele nos exortou a ter bom ânimo (Jo 16.33). 

2. Alegria no servir. 
- Servir a Deus e ao próximo é um privilégio, por isso, o fazemos com alegria (Sl 100.2; Rm 12.8).  

Maior Exemplo
- Jesus declarou que não veio ao mundo para ser servido, mas para servir (Mc 10.45). 
- Jesus serviu aos seus discípulos, aos pobres e necessitados. 
- Sua alegria e desprendimento para o serviço era resultado da sua comunhão com o Pai. 
- O Todo-Poderoso também se alegrou com as obras do Filho (Mt 3.16,17).

Aplicação
--  Muitos querem ser servidos, mas precisamos seguir o exemplo do Mestre. 

3. Alegria no contribuir. 
- Você tem entregado seus dízimos e ofertas com alegria? Contribuir para a expansão do Reino de Deus é uma alegria e um privilégio. 

- Paulo ensinou aos coríntios a contribuírem não com tristeza ou por obrigação, mas com alegria, pois Deus ama ao que oferta com contentamento (2Co 9.7).

- O que agrada ao Pai não é o valor da nossa contribuição, mas a disposição do nosso coração (Lc 21.1-4). 

Aplicação
- Nossas ofertas e dízimos são uma forma de louvor e gratidão a Deus por tudo que Ele fez, tem feito e fará em nosso favor.

- Não entregue suas ofertas para ser visto pelos homens ou para barganhar com Deus, buscando ser abençoado de alguma forma. 

- Entregue a Deus o seu melhor com alegria, pois você já foi e é abençoado por Deus. O Senhor merece o nosso melhor.

CONCLUSÃO 

Que a alegria, como fruto do Espírito, seja derramada em nossos corações, mesmo enfrentando lutas e tribulações e que jamais venhamos permitir que a inveja tenha lugar em nossos corações. Que amemos a Deus e ao próximo, alegrando-nos com o seu sucesso.


Pb Alan Fabiano

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