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quinta-feira, 16 de julho de 2015

ANTÍOCO EPIFÂNIO, figura do Anticristo


 ANTÍOCO EPIFÂNIO, figura do Anticristo


Antíoco Epifânio.
Nascimento: 215 a.C;
Morte: 162 a.C (53 anos);
Pai: Antíoco III Magno;
Mãe: Laódice (esposa de Antíoco III Magno).

INTRODUÇÃO
Antíoco Epifânio é também um tipo do anticristo escatológico, em razão de suas práticas terríveis contra o povo de Deus e a desolação que realizou com os utensílios consagrados ao templo e ainda profanou o altar onde eram oferecido os sacrifícios sagrados, porém, foi morto não por mãos de homens, morreu de desordens nervosas por não ter conseguido roubar um certo templo, segundo (1 Macabeus 6.10-64). Tais práticas serão realizadas pelo anticristo escatológico e seu fim será não por esforços humanos (2 Ts 2.3-4,8) da mesma forma que aconteceu com Antíoco (2 Macabeus 9.4-8). 

DESCENDENCIA
Antíoco Epifânio, descendente de Seleuco [um dos generais de Alexandre que recebeu o território da Síria após sua morte], governante da Síria de 175 a 164 a.C, foi um opressor terrível contra os judeus.

ATROCIDADES SOBRE OS JUDEUS - (1 Macabeus 1.10-61)
Antíoco se propôs reinar também na terra do Egito, pretendendo dominar nos dois reinos. Invadiu o Egito com um exército imponente, com carros e elefantes, cavalaria e muitos navios. Travou combate contra Ptolomeu, rei do Egito, o qual ficou com medo de enfrentá-lo e fugiu, deixando pelo chão muitos feridos. Antíoco tomou as cidades fortificadas e saqueou as riquezas da terra do Egito. Voltou então, depois de ter submetido o Egito no ano cento e quarenta e três, e subiu contra Israel e Jerusalém com um possante exército. Entrou no Santuário
com arrogância e apoderou-se do altar de ouro e do candelabro com os seus acessórios. Também levou a mesa da apresentação dos pães, as vasilhas para  as libações, os copos e taças de ouro, o véu e as coroas, e toda a decoração de ouro que estava na fachada do templo. Tudo ele saqueou.  Levou a prata e o ouro, os objetos de valor e mesmo os tesouros escondidos que pôde encontrar.  Roubando tudo, voltou para a sua terra, depois de uma grande carnificina, e tendo proferido palavras de extrema arrogância.  Houve grande luto em Israel, em todo o seu território. Gemeram príncipes e anciãos, moças e jovens perderam o vigor, alterou-se a beleza das mulheres. Todo esposo entoou lamentações, ficou de luto a que estava no leito nupcial. A terra tremeu por causa dos seus habitantes e toda a casa de Jacó se cobriu de vergonha. Dois anos depois, o rei enviou às cidades de Judá o chefe dos impostos, o qual entrou em Jerusalém com um grande exército. Dirigiu aos habitantes falsas palavras de paz, e acreditaram nele. Foi quando caiu sobre a cidade de repente, aplicando-lhe violento golpe e fazendo perecer muita gente em Israel. Tomou os despojos da cidade, incendiou-a e destruiu suas casas e as muralhas ao redor. Levaram prisioneiras mulheres e crianças, e apoderaram-se do gado. Em seguida, reconstruíram a cidade de Davi com alta e sólida muralha e torres possantes, tornando-a sua cidadela. Nela instalaram uma gente perversa, homens iníquos, que aí se fortificaram. Acumularam armas e víveres e, reunindo os despojos de Jerusalém, aí os depositaram. Desse modo tornaram-se uma grande armadilha contra nós. Tornou-se aquilo uma emboscada para o Santuário, e um adversário maléfico para Israel em todo o tempo. Derramaram sangue inocente em redor do Santuário e macularam o lugar santo. Fugiram por causa deles os habitantes de Jerusalém e a cidade tornou-se moradia de estrangeiros. Sião tornou-se estranha à sua própria gente, e seus próprios filhos a abandonaram. Seu Santuário ficou desolado como um deserto, suas festas se transformaram em luto, seus sábados em vergonha, e sua honra em nada. Como fora grande a sua glória, multiplicou-se a sua ignomínia, e a sua exaltação se converteu em luto.

PROFANAÇÃO DO TEMPLO
O rei Antíoco mandou por escrito, a todo o seu reino, que todos formassem um só povo e cada um renunciasse à sua  própria lei. Muitos de Israel consentiram na religião dele e começaram a sacrificar aos ídolos e a profanar o sábado. Além disso, o rei mandou decretos por meio de mensageiros, a Jerusalém e às cidades de Judá, para que adotassem as leis das nações da terra: ficavam proibidos os holocaustos e sacrifícios e expiações no templo de Deus, e deviam profanar os sábados e as festas, e macular o Santuário e as pessoas consagradas. Por outro lado, deviam levantar altares e templos e ídolos, e imolar porcos e outros animais impuros. Deviam também deixar seus filhos incircuncisos e profaná-los com todo tipo de impureza e contaminação, de modo que viessem a se esquecer da Lei e a mudar todas as observâncias. E todo aquele que não agisse de acordo com a palavra do rei, seria morto. Foi nesses termos que o rei Antíoco escreveu a todo o seu reino. Nomeou inspetores para todo o povo, e ordenou às cidades de Judá que, uma após outra, oferecessem sacrifícios. Muitos do povo se uniram a eles, todos os que haviam abandonado a lei do Senhor e praticaram o mal na terra. Assim brigaram Israel a se esconder e a permanecer em lugares de refúgio. No dia quinze do mês de Casleu, do ano cento e quarenta e cinco, Antíoco levantou sobre o altar dos holocaustos a abominação desoladora. Também pelas cidades de Judá ao derredor ergueram-se altares, e queimavam  incenso diante das portas das casas e nas ruas. Os livros da Lei que fossem descobertos, eles os rasgavam e lançavam ao fogo. Onde quer que fosse encontrado um livro da Aliança, numa casa, ou se alguém estivesse seguindo a Lei, o decreto do rei condenava-o à morte. Como tivessem o poder, infligiam isto a Israel, a todos os que fossem descobertos, mês por mês, nas várias cidades. No dia vinte e cinco de cada mês ofereciam sacrifícios no altar que fora erguido sobre o altar dos holocaustos. As mulheres que haviam circuncidado seus filhos eram punidas de morte, segundo o decreto, sendo seus filhinhos estrangulados, as casas destruídas, e mortos também os que haviam praticado a circuncisão. 


Alan Fabiano

Fonte
JOSEFO.Flávio. História dos Hebreus: De Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 11ª Edição. Rio de Janeiro, RJ. CPAD. 2007. 
Bíblia de Estudo Apologética com Apócrifos - ICP
http://espadaflamejante.blogspot.com.br/2014/11/licao-9-o-prenuncio-do-tempo-do-fim.html 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%ADoco_IV_Epif%C3%A2nio

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